POLÍCIA INVESTIGA CRIME AMBIENTAL EM OURÉM, NORDESTE DO PARÁ

 

 

A polícia já ouviu quatro depoimentos sobre o caso. Em dois deles trabalhadores rurais assentados na comunidade de Furo Novo, em Ourém, relataram os prejuízos ambientais causados pela extração ilegal na região.

A denúncia partiu de um dos lavradores, que foi até a Secretaria Municipal de Meio-Ambiente, em Ourém, e contou ter visto uma coloração branca, no final de janeiro deste ano, quando iria tomar banho no igarapé. Segundo ele, a água apresenta ainda cheiro e manchas de óleo combustível.

Uma equipe da secretaria foi ao local e constatou os fatos descritos. De acordo com o órgão, a situação permaneceu por mais de 24 horas, trazendo prejuízo aos 500 moradores da comunidade, que não puderam usufruir da água.

O lavrador soube que os açudes foram formados pela extração de seixo, na área de uma seixeira instalada na Estrada do Tupinambá, na Vila do Furo Novo. O outro assentado confirmou também ter visto o igarapé Furo Novo com as águas poluídas, cheiro e manchas de óleo. Ele relatou que os moradores da comunidade tiveram prejuízos, pois a água do igarapé é usada para atender as necessidades da comunidade, como beber, lavar, tomar banho e cozinhar.

Duas pessoas suspeitas de envolvimento na extração ilegal de seixo e areia foram ouvidas e negaram envolvimento no crime. Uma delas alega ter trabalhado, entre 2008 e 2011, para o suposto responsável pela extração de produtos minerais da área. Segundo ele, a extração de seixo e areia na área iniciou em junho de 2012.

O outro acusado, natural de Colatina (ES), alega que desconhecia a ilegalidade da área. Ele conta que, em julho do ano passado, conheceu o dono do negócio, no município de Ourém, pois trabalha no ramo de compra e venda de seixo. Dessa forma, passou a negociar a compra de seixo para venda. As investigações prosseguem para apurar as responsabilidades pelo crime ambiental na região.

Fonte: http://g1.globo.com